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Glamour da Palavra

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

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Versos dedicados às Tabernas de Alpalhão

Já lá vai o tempo em que Alpalhão estava repleto de tabernas. Ainda hoje há duas ou três, embora com um conceito diferente.
Para recordar algumas das tabernas de antigamente, partilho convosco versos dedicados às Tabernas de Alpalhão. Foram elaborados há 58 anos, 24 de março de 1958, pelo senhor Francisco Redondo Carrilho, do Crato, mais conhecido por Francisco da Penteada.
Francisco Redondo Carrilho dedicou ainda uns versos “à gentil Vila de Alpalhão”, mas estes só os divulgarei no dia 1 de novembro juntamente com a crónica “O Estado da Minha Aldeia”.

“Estes versos dedicados às Tabernas de Alpalhão (I)


Mote
A Vila de Alpalhão
Trinta e uma tabernas tem
Se houver dinheiro e disposição
Em todas se bebe bem

 

I
Na do António Paulo
E na do Benigno Sequeira
Bebe-se de uma maneira
É só a gente prová-lo
Dá-se com a língua um estalo
Na do João Temudo Durão
Até refresca o coração
Na do Francisco Duarte
Nunca fica de parte
A Vila de Alpalhão
II
Na do António Moraes
E na do Eduardo Saboeiro
Passa-se o dia inteiro
Assim como nas outras mais
Todas elas são iguais
Para quem de fora vem
Na do João Velez também
E na do Francisco Baginha
Para beber a boa pinguinha
Trinta e uma tabernas tem
III
Na do António Caraça Varela
E na do Joaquim da Graça Paixão
Bebe com atenção
Olha que a pinga é bela
A do Jerónimo da Costa é aquela
Que nos fica de recordação
Na saída de Alpalhão
Quando se vae para Niza
Tudo no melhor sempre desliza
Se houver dinheiro e boa disposição
IV
Na do José Sequeira Valentim
E na do António Ferreira Nabo
De beber nunca acabo
Sem os levar até ao fim
É um gosto para mim
Entrar nelas porém
Saber qual é a que tem
O vinho mais afamado
Mas pelo o que tenho notado
Em todas se bebe bem

Segundos e últimos versos das Tabernas de Alpalhão (II)


Mote
Na do João Rovisco Carrilho
Na do José Rovisco Rijo
A do Amandio Loução
Eu sempre me dirijo


I
Na do João Grave Caldeira
E na do António Basto
Até se olha o astro
Com o sumo da parreira
Na do João Cadete da mesma maneira
Encontras o mesmo brilho
Ainda a gente tem um sarilho
Enquanto não percorre
Da sede não se morre
Na do joão Rovisco Carrilho
II
Na do António Ferreira
E na do Manuel Lopes Rijo
Creias que não finjo
Em falar d´esta maneira
Com a mesma brincadeira
Todas elas atinjo
Só apenas exijo
Aquilo que possa ser
Mas gosto muito de beber
Na do José Rovisco Rijo
III
Na do Gregório Rovisco Mousinho
E na do António Marchão
Na da Maria Saboeiro, com satisfação
Gosto de beber o meu copinho
Há ali o bom vinho
Há boa disposição
Eu tenho de recordação
E não lhes posso mentir
Que sempre gostei de rir
A do Amandio loução
IV
Na do Francisco Coelho
E na do José Pedro
Podes beber sem medo
Porque o vinho é um espelho
Toma este conselho
Porque eu não me aflijo
Só bebo do vinho rijo
Para que o coração não me caia
A do Bernardo Maia
Eu sempre me dirijo”

 Autor e Editor: Francisco Redondo Carrilho

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