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Glamour da Palavra

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

Programa Glamour - Especial Fim de Ano

 

Já está no ar o Programa Glamour – Especial Fim de Ano. Neste programa fique a conhecer os três programas preferidos do público e veja os melhores momentos dos 16 programas que foram para o ar. Poderá ainda ver aquilo que nunca chegou a ser transmitido. Ao longo de nove meses passaram pelo programa mais de 20 convidados, foram mais de 600 minutos de gravações. O canal do Glamour da Palavra atingiu mais de 11 000 visualizações. Foram mais de 40 000 minutos visualizados.


Obrigado a tod@s os convidad@s e a si!


“Juntos Criamos Futuro”
Um bom 2017!

Fábio Belo

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O Reinado de Herodes Chegou ao Fim…

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 O mês de dezembro aproximava-se e o frenesim do Presépio Vivo começava. Todos os anos era a mesma lengalenga. As férias de natal eram passadas na montagem do presépio. Uma semana de preparação para apenas duas horas de espetáculo. Com a aproximação do dia 25 de dezembro os desentendimentos começavam a chegar. O stress falava por si… Nem o mau tempo conseguiu derrubar a história do natal.


Foram oito edições consecutivas. Oito projetos diferentes. Mas essência do verdadeiro natal estava lá em cada projeto. A sério ou a brincar a mensagem era transmitida.


Durante oito anos o Reino de Herodes foi visitado por milhares de pessoas. Sim, milhares! O Presépio Vivo era talvez o evento que mais visitantes trazia a Alpalhão.


A personagem do temível Rei Herodes foi-me atribuída na primeira edição, mas acompanhou-me durante todas as outras edições. Diverti-me imenso com esta personagem. A cena de interação com público.


“Porque estás no lugar do castigo?” “As da bata azul… Aqui! Rápido!” “Tu!? Aqui! Rápido!” As falas que perduraram de ano para ano, e que ficam na memória. Sempre que um grupo chegava ao “palácio” havia sempre o receio de quem iria ser chamado.


O Reinado de Herodes Chegou ao Fim… Foram oito anos de trabalho, dedicação e pura diversão. Vivenciaram-se grandes aventuras, que ficam para a história. Cada participante deu o seu contributo à sua maneira.


“Naquele tempo Herodes reinava na Judeia”.


No dia 25 de dezembro de 2016 a poltrona de Herodes estará vazia…


Fábio Belo

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O estado da minha aldeia

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Uma vila que se tornou numa aldeia, pois não me admira, fica no interior do país. Muitos ainda questionam, se a sua localidade é uma vila, mas no entanto já se tornou numa aldeia com rumo a um aldeamento.


Assim que a noite cai surge um autêntico deserto, o único sinal de vida que se observa é o reflexo de luz vindo de algumas habitações e estabelecimentos públicos.


Muitos monumentos marcam a aldeia de uma forma positiva, mas ao mesmo tempo só se pode visitar o seu exterior, porque o seu interior permanece fechado. Alguns ainda se vão abrindo em ocasiões especiais. Dois museus um deles fechado. É pena!


Alpalhão também tem o seu lado positivo! Até poderá parecer, que estou a ironizar, mas não estou, Alpalhão tem um Hotel de quatro estrelas e ainda uma piscina de água salgada, apesar de ser privada é designada com a piscina da vila.
Finalmente os “nossos monumentos” vão ter identificação turística. Alpalhão vai ter percursos turísticos. Será a luz ao fundo do túnel?


Apesar de tudo, os traços gastronómicos, ainda estão bem vivos. Ainda se procura os bons enchidos, a doçaria típica, bem como os pratos típicos. O coração de algumas tradições ainda vai batendo, embora por vezes este coração pareça estar parado.


Este é o estado de uma vila, situada no interior do país. A minha aldeia do coração...


Fábio Belo

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Versos dedicados às Tabernas de Alpalhão

Já lá vai o tempo em que Alpalhão estava repleto de tabernas. Ainda hoje há duas ou três, embora com um conceito diferente.
Para recordar algumas das tabernas de antigamente, partilho convosco versos dedicados às Tabernas de Alpalhão. Foram elaborados há 58 anos, 24 de março de 1958, pelo senhor Francisco Redondo Carrilho, do Crato, mais conhecido por Francisco da Penteada.
Francisco Redondo Carrilho dedicou ainda uns versos “à gentil Vila de Alpalhão”, mas estes só os divulgarei no dia 1 de novembro juntamente com a crónica “O Estado da Minha Aldeia”.

“Estes versos dedicados às Tabernas de Alpalhão (I)


Mote
A Vila de Alpalhão
Trinta e uma tabernas tem
Se houver dinheiro e disposição
Em todas se bebe bem

 

I
Na do António Paulo
E na do Benigno Sequeira
Bebe-se de uma maneira
É só a gente prová-lo
Dá-se com a língua um estalo
Na do João Temudo Durão
Até refresca o coração
Na do Francisco Duarte
Nunca fica de parte
A Vila de Alpalhão
II
Na do António Moraes
E na do Eduardo Saboeiro
Passa-se o dia inteiro
Assim como nas outras mais
Todas elas são iguais
Para quem de fora vem
Na do João Velez também
E na do Francisco Baginha
Para beber a boa pinguinha
Trinta e uma tabernas tem
III
Na do António Caraça Varela
E na do Joaquim da Graça Paixão
Bebe com atenção
Olha que a pinga é bela
A do Jerónimo da Costa é aquela
Que nos fica de recordação
Na saída de Alpalhão
Quando se vae para Niza
Tudo no melhor sempre desliza
Se houver dinheiro e boa disposição
IV
Na do José Sequeira Valentim
E na do António Ferreira Nabo
De beber nunca acabo
Sem os levar até ao fim
É um gosto para mim
Entrar nelas porém
Saber qual é a que tem
O vinho mais afamado
Mas pelo o que tenho notado
Em todas se bebe bem

Segundos e últimos versos das Tabernas de Alpalhão (II)


Mote
Na do João Rovisco Carrilho
Na do José Rovisco Rijo
A do Amandio Loução
Eu sempre me dirijo


I
Na do João Grave Caldeira
E na do António Basto
Até se olha o astro
Com o sumo da parreira
Na do João Cadete da mesma maneira
Encontras o mesmo brilho
Ainda a gente tem um sarilho
Enquanto não percorre
Da sede não se morre
Na do joão Rovisco Carrilho
II
Na do António Ferreira
E na do Manuel Lopes Rijo
Creias que não finjo
Em falar d´esta maneira
Com a mesma brincadeira
Todas elas atinjo
Só apenas exijo
Aquilo que possa ser
Mas gosto muito de beber
Na do José Rovisco Rijo
III
Na do Gregório Rovisco Mousinho
E na do António Marchão
Na da Maria Saboeiro, com satisfação
Gosto de beber o meu copinho
Há ali o bom vinho
Há boa disposição
Eu tenho de recordação
E não lhes posso mentir
Que sempre gostei de rir
A do Amandio loução
IV
Na do Francisco Coelho
E na do José Pedro
Podes beber sem medo
Porque o vinho é um espelho
Toma este conselho
Porque eu não me aflijo
Só bebo do vinho rijo
Para que o coração não me caia
A do Bernardo Maia
Eu sempre me dirijo”

 Autor e Editor: Francisco Redondo Carrilho

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 Estão reservados os direito de autor

 

Programa Glamour #11 - Corrida dos Cântaros, Alpalhão 2016

Desta vez o programa Glamour é diferente de todos os outros. Já sabe que com a segunda temporada tudo pode acontecer.

Neste programa mostro-lhe a tradicional Corrida dos Cântaros que decorre todos os anos no último dia das Festas Populares de Alpalhão. Uma tradição já com alguns anos. Uma tradição repleta de diversão, entretenimento e muito mais.

Este ano a Corrida dos Cântaros esteve de volta, ora veja!

Não perca o próximo programa Glamour dia 2 de setembro. Você ainda está a tempo de se inscrever no programa Glamour através do e-mail: glamourdapalavra@outlook.pt (NOME + IDADE + LOCALIDADE + PROFISSÃO)

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“Bombeiros, os Verdadeiros Heróis”

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Heróis, Homens celebres, é o que melhor descreve os bombeiros portugueses.


Há alguns anos atrás quando ouvia dizer que havia um incêndio e que mais uma vez lá iam os bombeiros, eu pensava e dizia para mim: - Mas não é o trabalho deles? Não! Agora não vejo os bombeiros como uma profissão. São soldados da paz que não combatem só incêndios, transportam doentes e pessoas com deficiência, fazem desencarceramentos em acidentes, fazem buscas em desaparecimentos, salvam animais. Os bombeiros são aqueles que partem para ajudar o outro, mas não sabem se voltam! Algo que já tinha referido numa publicação anterior, mas neste momento em que Portugal está a arder é que damos valor aos nossos soldados da paz.


Não há palavras para descrever esses Homens! São uns verdadeiros HERÓIS….
Força! Obrigado BOMBEIROS!


Partilho ainda um vídeo da TVI24, onde é possível ver-se o terror e a aflição de um incêndio.


Fábio Belo

 

Desfile: "Alpalhão, Florir com Tradição"

Desde do dia em que me convidaram para apresentação do desfile que fiquei ansioso pela preparação do evento e pelo dia de estreia.

Alpalhão, concelho de Nisa, distrito de Portalegre é uma vila rica em cultura e tradição: "De casas branquinhas se enfeita a nossa Terra".

Foi assim que começou o desfile, que superou as expetativas de todos. Ora veja o vídeo!

 Cada tradição foi narrada por dois narradores enquanto os modelos desfilavam e encantavam os espetadores.

A Cidália Rico, uma das narradoras do evento, durante os ensaios perguntava-me como é que eu não estava nervoso, eu dizia-lhe que não valia a pena. No entanto a Cidália fez um brilharete.

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Vária tradições foram recreadas... Mas as que mais gostei e que a meu ver criaram mais impacto foram: A Romaria da Senhora da Redonda e as Ceifeiras. No entanto todos os outros estiveram muito bem!

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No espaço era possível encontrar-se magníficos cenários.

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Ao longo do desfile enquanto apresentador, realizei algumas entrevistas, que foram surpreendentes. Aqui ficam os melhores momentos...

 Amélia Ribeiro uma pessoa fantástica, que representou muito bem. Uma mulher que cantou o descante e as ceifeiras e ainda animou bastante o público.

Agradeço à Débora Louro e à Associação de Jovens de Alpalhão pelo convite. Parabéns pela iniciativa.

"Juntos criamos futuro"

Fábio Belo

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Noite de São João - Alpalhão, 2016

Em Alpalhão os festejos de São João, iniciam-se habitualmente com uma sardinhada no Largo do Terreiro. Nesta noite o Largo é enfeitado com bandeirolas feitas de jornal e papel colorido.

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Durante o serão há um arraial, e quase sempre a atuação do Grupo de Contradanças de Alpalhão, que dançam e cantam cantigas tradicionais de Alpalhão, e cantam ainda canções alusivas ao São João. Neste dia são muitos os alpalhoeiros que metem na cabeça uma capela feita de cravos e alfazema, tal como manda a tradição.

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Um pouco antes da meia-noite acende-se uma fogueira de rosmaninho ou de faveiras secas, e os jovens e alguns adultos costumam saltar a fogueira. Pela meia-noite acende-se outra fogueira que têm uma boneca e algumas capelas do ano anterior, ao que se dá o nome do “Queimar a Boneca”. Após o “Queimar da Boneca” as pessoas deslocam-se à Fonte de Baixo para irem à “água nova” e molharem o capelo.

Fábio Belo

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O enfeitar das fontes - Festa das Cruzes

A Festa das Cruzes é uma tradição que está a ficar esquecida no tempo. A tradição realiza-se no dia três de maio, dia da Santa Cruz.

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 No dia três de maio as gentes de Alpalhão enfeita as fontes com flores e cordões feitos de malmequeres amarelos do campo. Antigamente colocava-se uma cruz enfeitada com os cordões nas habitações para se ter sorte, também se punham estas cruzes nos campos para abençoar as colheitas.

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O três de maio era conhecido também, como o dia em que os trabalhadores do campo começavam a dormir a sesta. Os alpalhoeiros diziam: “vamos buscar a D. Rosa à estação”, em vez de dizerem que iam dormir a sesta. Assim este dia ficou também conhecido, como o dia de “ir buscar a D. Rosa à estação”.

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Fábio Belo

 

 

25 de abril sempre!

As últimas palavras de Salgueiro Maia

Última entrevista a Salgueiro Maia, um dos principais protagonistas do 25 de Abril, ao Centro de Documentação 25 de Abril. Resumo feito pela SIC.

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