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Glamour da Palavra

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

A maior das lutas também é possível vencer

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O cancro é a doença do século XXI. Quando nos é comunicado que temos cancro associamos logo que vamos morrer. No entanto a batalha contra esta doença é possível vencer. Adriana Paola Ferrari, Sara Ferreira e Sónia Batista tiveram cancro e conseguiram vencer a maior das batalhas.

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Adriana foi submetida a um cirurgia mastectomia radical da mama esquerda com colocação de prótese mamária. “A única coisa que eu queria naquele momento era a operação o mais rápido possível, pois tratava-se de um cancro localizado e queria cortar o mal pela raiz”. Enquanto médica, no que diz respeito aos tratamentos, não estava muito receosa, pois já sabia o que a esperava, um processo de quimioterapia e de radioterapia.


Enquanto doente oncológica, Adriana não esperou a queda do cabelo, uma vez que previa que lhe ia começar cair no “décimo quinto dia de quimioterapia”, então decidiu rapar o cabelo. Adriana venceu a luta contra o cancro, mas sabe que tem de andar controlada enquanto “tiver vida”.

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Os doentes multiplicam-se, mas a casos de sucesso: Sara Ferreira, natural de Torres Novas, aos quatro anos de idade foi-lhe diagnosticado um cancro maligno: “Tinha muitas dores na cara, do lado esquerdo, e toda a gente pensava que era um abcesso. Fui para o hospital da Estefânia para me drenarem o suposto abcesso e aí é que descobriram que era linfoma de Burkitt, já em estadia quatro. Era maligno claro, porque se for benigno, não causa grande incómodo”. Sara referiu que na altura não tinha noção da gravidade da doença porque era “muito pequena”, mas os seus “pais sentiram que o mundo estava a desabar”. Vinte e dois anos depois Sara conta que os seus pais foram o seu grande apoio.

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“Ainda existe tabu em relação à doença. É necessário falar mais sobre ela, expor, mostrar que existem inúmeros casos de sucesso. As pessoas ainda estão muito ligadas ao conceito de cancro de antigamente”. Enquanto enfermeira Sónia Batista estabeleceu uma maior ligação com as pessoas para transmissão de conhecimentos e experiências. A jovem enfermeira referiu que é importante a divulgação de histórias de sucesso para aumentar a autoestima dos doentes oncológicos.

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O cancro em pleno século XXI ainda vai sendo um tema tabu. Normalmente o doente oncológico, familiares e amigos não chamam a doença pelo nome, costuma dizer que “tem o mal ruim”. A doença cancro não significa morte, porque a maior das lutas também é possível vencer. Sempre houve casos de sucesso, e hoje em dia ainda há mais pessoas que vencem a luta contra o cancro.


Hoje há inúmeras páginas nas redes sociais e blogues de pessoas que venceram o cancro, com intuito de ajudarem outras pessoas. Há ainda a Liga Portuguesa Contra o Cancro que além de divulgar a informação faz rastreios de prevenção e ações de sensibilização.


Fábio Belo

 

Está aqui talvez um terço da maior reportagem que fiz até hoje. Poderá ver a reportagem na integra na próxima edição da revista Fonte Objetiva. Resta-me agradecer a tod@s que colaboraram comigo nesta reportagem e que quiseram  partilhar um pouco da sua história.