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Glamour da Palavra

Um blog que tem de tudo um pouco. «EU POSSO RESISTIR A TUDO EXCETO À TENTAÇÃO»

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OS BONECOS DE ESTREMOZ - UMA ARTE COM MAIS DE TRÊS SÉCULOS

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Na quinta-feira, 7 de dezembro, foi dia de fecho dos conteúdos da revista Hora VIP. Neste dia recebemos a notícia que os Bonecos de Estremoz, uma arte popular com mais de 300 anos de história foi classificada como Património Cultural Imaterial da UNESCO pelas 01:05, no dia 7 de dezembro de 2017.

Não havia tempo a perder. Contatamos o Atelier Afonso Ginja para ir fazer um artigo para a revista e para o blog. Aceitaram o nosso convite e rumámos até Estremoz, a capital da arte barrista.

Existem centenas de figuras relacionadas com o tempo de antigamente. Imagens que retratam o quotidiano das gentes alentejanas em meio rural.

Estes bonecos são trabalhados manualmente em barro e pintados com cores bem garridas. Destacam-se as figuras mais conhecidas como os Presépios de Altar, a Primavera, os Fidalgos e Fidalguinhos e o Amor é Cego.

A história do Afonso e da Matilde Ginja e desta arte secular estará disponível dia 20 de dezembro na revista Hora VIP nº6.

Mostro-lhe algumas destas peças encantadoras.

Atelier Afonso Ginja

Rua Direita, nº5

7100-535 Estremoz

Telefone: 268 081 618

afonsoginja@gmail.com

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"NÃO SOU O ÚNICO"

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Hoje, 30 de novembro, Portugal ficou mais pobre. Perdeu um dos grandes Homens da música. Zé Pedro o fundador dos Xutos & Pontapés. Compositor. Considerado um ícone para o rock português.

Foram, certamente, 61 anos de uma energia única e contagiante.

«O vosso carinho, o vosso amor, a vossa energia, toda a força que me transmitem é-me tão forte e vital que só posso humildemente agradecer.... Obrigado também a todos os que ontem gritaram o meu nome e fizeram com que tivesse força para continuar naquele palco até ao fim», excerto da última mensagem deixada pelo Zé Pedro após um concerto no início do mês corrente.

ATÉ SEMPRE...

NÃO TENHAS MEDO DE SER FELIZ

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Descontrai. Brinca. Goza. Olha para ti. Sente orgulho e manifesta-te. Sente o amor e grita-o. Aproveita este momento e todos os que vierem. Ao lado de quem amas. Descontrai. Goza. Ama. Para. Lembra-te do passado. Lembras-te? Guarda as memórias. Elas são a tua vida, e tudo aquilo que és hoje. Guarda os amigos e a famí­lia. Eles são o teu porto seguro. Nos dias bons e nos dias maus. Aproveita o tempo. Aproveita a vida. Vive o hoje como se não houvesse amanhã. Nãoo tenhas medo de dizer que és feliz. Não tenhas medo de ser feliz. Se algum dia o mundo te fugir, simplesmente acredita na vida.

 

Vi o meu concelho em chamas

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 Vi o meu concelho em chamas. Vi o culminar do fogo. Presenciei a angústia, o desespero e o pânico das minhas gentes. Viveram-se dias de terror.


Noticiei no final da tarde de 25 de julho que o incêndio de Castelo Branco já estava no concelho Nisa. Ninguém esperava o que estava para vir. Horas depois já me encontrava no Arneiro, na freguesia de Santana. O incêndio estava fora de controlo.


Na quarta-feira, 26 de julho, várias aldeias estiveram em perigo e foram evacuadas. No dia seguinte, 27 de julho, tudo parecia estar mais calmo. O incêndio ganhava força a cada metro que avançava. A noite infernal estava a chegar. Novamente várias aldeias estiveram de ser evacuadas. O perigo era eminente.


Durante estes dias presenciei ao ESFORÇO e GARRA dos nossos bombeiros. Foram infatigáveis. Lutaram a cada minuto com determinação. Foram muitos os populares que se juntaram aos nossos soldados da paz para combaterem as chamas. O Município foi incansável. A ajuda foi imensa. Foram várias as ondas de solidariedade que se juntaram a esta causa.


Agora resta uma imensidão cinzenta e negra. Felizmente não houve desalojados, nem mortes. Houve vidas de trabalho destruídas em minutos, em segundos. Acredito na força das gentes do meu concelho e na sua garra.


O rosto das gentes de Nisa deixava transparecer a angústia, mas também deixava transparecer a coragem em lutar.

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Sábado, o Grande

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O 13 de maio de 2017 foi marcado por três Grandes acontecimentos. Três Conquistas. Três Reconhecimentos. Quando menos se espera o inesperado acaba sempre por acontecer.


Francisco, o Papa de todos os tempos, esteve em Portugal. A nação saiu à rua para o acarinhar. Para o ver. Para o saudar. Foi pela manhã de sábado que começaram os grandes acontecimentos. Francisco Marto e Jacinta Marto foram canonizados. São agora Santos.


Com o findar da tarde e com o rebentar da noite acaba por acontecer algo mais para marcar o Sábado, o Grande. O Benfica é campeão. É Tetra. A loucura permanece na rua. O sentimento é de vitória. De Glória. O Marquês está repleto de uma imensidão encarnada. As vitórias, as conquistas não ficam por aqui.


Quase na transição de 13 para 14 de maio, mais uma vitória. A Europa rende-se a Portugal. A canção ultrapassa barreiras e fronteiras. Portugal vence a Eurovisão. Salvador Sobral conquista os europeus. Conquista o Mundo. O respeito faz-se sentir. O Marquês dá voz a Sobral. As vitórias celebram-se juntas. O respeito pela nação é quem mais ordena.


Um dia em pleno. Sábado de conquistas, vitórias e sobretudo de reconhecimento. Somos Grandes. Acreditar é o lema. Não há palavras para descrever este sábado. Sábado, o Grande!


Fábio Belo

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Reportagem: Alpalhão, uma Terra de Enchidos e Salsicheiros

 

Alpalhão é uma Terra de Enchidos e Salsicheiros.

Antigamente havia muitas salsicharias, hoje há três. Tivemos na Salsicharia Alpalhoense, uma salsicharia centenária. Tivemos ainda na Salsicharia Bé e na Salsicharia Mª José M. Canilhas & Filhos, LDA. Três salsicharias repletas de história.

Partilho ainda algumas fotografias captadas no decorrer das gravações da reportagem.

Fábio Belo

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Carnaval Alpalhoeiro

Fotografias do Carnaval Alpalhoeiro, 2017

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 Imagens: Fábio Belo

Se pretender alguma fotografia contate por e-mail: glamourdapalavra@outlook.pt

Estão reservados os direitos de autor.

A Riqueza de um Povo - Reportagem: Traje de Nisa e de Alpalhão

 

"O traje de festa da alentejana de Nisa constitui uma peça única em toda a região, de inigualável beleza e riqueza".

"Este traje de Alpalhão
É um traje muito nobre
Usado por toda a gente
Do mais rico ao mais pobre"

Uma reportagem que mostra a beleza do traje de Nisa e de Alpalhão.

Um grande obrigado às artesãs: Dinis Pereira, Maria dos Anjos Louro e Josefina Salgueiro.

Partilho ainda as diversas fotografias tiradas durante a realização da reportagem.

Fábio Belo

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Dinis Pereira, artesã

DSC_0033.JPGMaria dos Anjos Louro, artesã

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 Josefina Salgueiro, artesã

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Amor de Hoje

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Se amas de verdade aproveita o momento. Esquece o passado. O presente é mirabolante. O futuro é incógnito.


A maior prova de amor que alguém pode ter, é quando o amor nos é retribuído. Não interessa se é um amor de hoje. A aventura é constante e precisa.


As dúvidas do amor são traidoras. A traição não interessa. O que realmente importa é a união do presente. O que resta do passado é apenas um ato cobarde, que deu origem ao amor de hoje.


A traição não é uma falta de respeito pelo amor do outro, mas sim uma falta de dignidade. Se a vida faz  sentido assim, segue o amor. As sementes deitadas à terra no passado já deram frutos, mas é possível conduzi-los para o novo amor.


Há que aproveitar o momento. Temos de viver a ocasião mesmo que possa vir a magoar alguém. O que realmente importa é o Amor de Hoje, e amanhã logo se vê.


Fábio Belo

 

 

A maior das lutas também é possível vencer

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O cancro é a doença do século XXI. Quando nos é comunicado que temos cancro associamos logo que vamos morrer. No entanto a batalha contra esta doença é possível vencer. Adriana Paola Ferrari, Sara Ferreira e Sónia Batista tiveram cancro e conseguiram vencer a maior das batalhas.

(...)

Adriana foi submetida a um cirurgia mastectomia radical da mama esquerda com colocação de prótese mamária. “A única coisa que eu queria naquele momento era a operação o mais rápido possível, pois tratava-se de um cancro localizado e queria cortar o mal pela raiz”. Enquanto médica, no que diz respeito aos tratamentos, não estava muito receosa, pois já sabia o que a esperava, um processo de quimioterapia e de radioterapia.


Enquanto doente oncológica, Adriana não esperou a queda do cabelo, uma vez que previa que lhe ia começar cair no “décimo quinto dia de quimioterapia”, então decidiu rapar o cabelo. Adriana venceu a luta contra o cancro, mas sabe que tem de andar controlada enquanto “tiver vida”.

(...)

Os doentes multiplicam-se, mas a casos de sucesso: Sara Ferreira, natural de Torres Novas, aos quatro anos de idade foi-lhe diagnosticado um cancro maligno: “Tinha muitas dores na cara, do lado esquerdo, e toda a gente pensava que era um abcesso. Fui para o hospital da Estefânia para me drenarem o suposto abcesso e aí é que descobriram que era linfoma de Burkitt, já em estadia quatro. Era maligno claro, porque se for benigno, não causa grande incómodo”. Sara referiu que na altura não tinha noção da gravidade da doença porque era “muito pequena”, mas os seus “pais sentiram que o mundo estava a desabar”. Vinte e dois anos depois Sara conta que os seus pais foram o seu grande apoio.

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“Ainda existe tabu em relação à doença. É necessário falar mais sobre ela, expor, mostrar que existem inúmeros casos de sucesso. As pessoas ainda estão muito ligadas ao conceito de cancro de antigamente”. Enquanto enfermeira Sónia Batista estabeleceu uma maior ligação com as pessoas para transmissão de conhecimentos e experiências. A jovem enfermeira referiu que é importante a divulgação de histórias de sucesso para aumentar a autoestima dos doentes oncológicos.

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O cancro em pleno século XXI ainda vai sendo um tema tabu. Normalmente o doente oncológico, familiares e amigos não chamam a doença pelo nome, costuma dizer que “tem o mal ruim”. A doença cancro não significa morte, porque a maior das lutas também é possível vencer. Sempre houve casos de sucesso, e hoje em dia ainda há mais pessoas que vencem a luta contra o cancro.


Hoje há inúmeras páginas nas redes sociais e blogues de pessoas que venceram o cancro, com intuito de ajudarem outras pessoas. Há ainda a Liga Portuguesa Contra o Cancro que além de divulgar a informação faz rastreios de prevenção e ações de sensibilização.


Fábio Belo

 

Está aqui talvez um terço da maior reportagem que fiz até hoje. Poderá ver a reportagem na integra na próxima edição da revista Fonte Objetiva. Resta-me agradecer a tod@s que colaboraram comigo nesta reportagem e que quiseram  partilhar um pouco da sua história.